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Há gente que faz coisas diferentes na rádio. Inevitavelmente, é só nas rádios universitárias que isso acontece. Mas se algumas têm espaço nas ondas hertzianas, a Rádio Zero vive no éter virtual. E não é por causa disso que se fica atrás em qualidade, atitude e originalidade na sua programação. Com o início das aulas, esta rádio movida pela Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico fez a sua remodelação semestral e trouxe algumas novidades. Sempre com o objectivo de ser alternativa,criativa e, principalmente, livre. Fiz-lhes uma pequena entrevista onde nos põem a par de quem são, o que mudou, e o que se vai passar a seguir.
A Rádio Zero assume-se como diferente. No seu Manifesto, pode-se ler: “A rádio é um meio criativo que fomenta o experimentalismo e o desenvolvimento de obras de arte em formato sonoro.” Faz parte desta rádio online apoiar actividades culturais na comunidade, e dar espaço aos programas de autor, sempre de uma forma descomplexada e diferente de encarar a rádio. Ricardo Reis, Instigador - Cultural - Instigator da Rádio Zero, respondeu amavelmente às minhas questões. 1- O que é a Rádio Zero?Quem é que a faz? A Rádio Zero é um projecto de um conjunto de pessoas que acreditam na possibilidade de explorar novas e velhas formas de fazer rádio (ver manifesto no site). De notar que além da sua emissão a rádio promove e apoia várias iniciativas, sendo um dos membros fundadores da Radia, uma rede internacional de rádios viradas para a Arte Rádio (http://www.radia.fm). Legalmente é uma Secção Autónoma da Assoc. dos Est. do IST. A comunidade Zero divide-se grosso modo em três partes: colaboradores, na maior parte estudantes do IST (mas não só) e que são responsáveis por manter a rádio em funcionamento. Os membros são aqueles que apenas têm programa na Zero (que são bastante diversos, alunos universitários a “velhos” com gosto). E, finalmente, os ouvintes. 2- O que é que mudou a partir de 22 de outubro? Dia 22 de Outubro a rádio inaugurou uma nova grelha. Foi feita uma campanha para recepção de propostas de programas, estes foram avaliados pela equipa da programação e uma nova grelha criada. É decisão da rádio não fechar esta grelha estando sempre pronta a avaliar novas propostas e a enriquecer a sua oferta. De forma geral a rádio faz uma renovação global da grelha no início de cada semestre. 3- Quais são os objectivos da rádio? Ver manifesto da rádio no site. 4- Qual é a importância de trabalharem com músicas sob uma licença creative commons? É uma questão de coerência com o Manifesto da rádio. Há a questão de uma identificação filosófica com a forma de trabalho da rádio e querer divulgar quem precisa e não quem já têm uma máquina por trás. 5- Quais são as maiores dificuldades da rádio zero? (falta de) Gente. Dinheiro. Tempo. Mas o que não lhes falta é vontade, nem qualidade. Há programas para todos os gostos pessoais e géneros musicais, o que vai de encontro ao espírito, digamos, libertino (ênfase no radical da palavra) desta rádio. E o melhor de tudo é que, onde houver net, a Rádio Zero está lá. Para ouvir em http://www.radiozero.pt/. Entrevista realizada no âmbito do meu blog. Recommend this article... |