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Ataraxia 14/02/04 Festival Fade In Auditório Novo do Orfeão de Leiria Conhecidos apenas por poucos -mas fiéis- seguidores, os Ataraxia viajam pela tradição medieval trovadoresca europeia e pelo barroco, com influências celtas, mediterrânicas e árabes, mas sempre com um toque de modernidade e misticismo. No entanto, e apesar de quase único, este terá sido um espectáculo mais convencional do que o esperado, quer pela ausência de Lorenzo Busi, que participa nos concertos como performer e artista plástico (aliás, Busi não veio por estar a abrir uma importante exposição de pintura), quer pelo espaço, pouco correspondente às características particulares da banda, que prefere tocar em castelos ou espaços naturais. A primeira parte serviu de introdução ao seu décimo quarto álbum, “Saphir”, e notou-se demasiado que esta era uma das suas primeiras apresentações. Mas na segunda, dedicada a músicas de discos anteriores, os músicos mostraram-se mais seguros: Francesca Nicoli é quase uma cantora lírica, Vittorio Vandelli é um mestre da guitarra clássica, Spaggiari mostrou que percussão é mais do que ritmo, é também a recriação de ambientes (as ondas do mar), e Giovanni Pagliari dava o fundo correcto às composições, nos teclados. Mesmo assim, só nos dois encores é que a actuação foi mais consistente e intensa, com os fãs a aplaudirem de pé, no final. O concerto dos Ataraxia estava esgotado há já três semanas, o que recompensou bem o esforço da organização do Fade In em apresentar mais esta banda de culto. Alexandre Gamela Texto publicado na revista Rocksound, edição nº 16, Março de 2004
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